Estou aqui, de volta, para contar sobre uma viagem que foram duas, e outras mais.
Sempre fui curioso para conhecer os países mais exóticos, e a Guiana Francesa (Guyane Française), por mais que tenha pouco do seu potencial turístico divulgado, era um destino da minha lista. Era, porque eu já fui! Até aí uma longa história que vou contar resumida aqui…
Fiz um plano para viajar em agosto de 2016 para Belém, com passagem por Macapá, e quem sabe alcançar esse outro território estrangeiro, que é a cidade de Saint-Georges de L’Oyapock. Então, fiz o meu passo-a-passo.
Agosto de 2016
Belém
Uma cidade grande da região amazônica, com muitos pontos turísticos para se visitar (museus, teatros, parques, etc.) além da estrutura urbana que muitos desconhecem.
Às margens do Rio Amazonas, Belém tem uma orla onde ficam alguns cartões postais da cidade, que são o mercado Ver-o-Peso, Forte do Presépio, Casa das Onze Janelas (tem mais, só que contam somente as da frente, na parte de cima, é sério), Museu Emílio Goeldi, Bosque Rodrigues Alves (Jardim Zoobotânico, com um peixe-boi em um tanque), Teatro da Paz (concorrente do Teatro Amazonas), e tantos outros lugares agradáveis para ir e passear.
Meu tempo foi curto na cidade, tinha um desafio de conhecer uma outra capital brasileira.

Macapá
Já gostei da cidade nos primeiros passos, nas primeiras ruas e avenidas. Senti-me bem por lá nos primeiros minutos, nas primeiras horas. O que tem pra fazer por lá?
Mais uma vez, ás margens do Rio Amazonas, Macapá tem uma orla onde fica O Cartão Postal da Cidade, que é a Fortaleza de São José de Macapá, e que os moradores, visitantes, enfim, todo mundo que quer um lugar agradável para passar o final da tarde vão até lá, e ficam até à noite, andando em volta, dentro, em cima, tirando fotografias, etc. Além de tudo isso, há um museu interno, de acesso gratuito. Interessante saber nossos meios de defesa do Brasil de antigamente.

Também tem a orla do Rio Amazonas, onde podemos admirar o vento agitando suas águas, que vão subindo a ponto de molhar as pessoas que passam por perto. Uma diversão ímpar, um espetáculo da natureza.
Há também o Museu Sacaca, com algumas coisas da região. Algo que desperta a curiosidade do Brasil, que é o Marco Zero, onde passa a Linha do Equador, ou seja, lá é o Meio do Mundo, tendo também um museu, aberto à visitação, e próximo dali há o estádio chamado Zerão, pois a linha do meio de campo significa a divisão dos hemisférios do planeta.

Vi tudo isso, mas não fiz ainda o que queria, e que só aconteceria numa outra viagem…
Novembro de 2016
Brasília
Agora sim, pela primeira vez, andando pelas ruas e avenidas da Capital do Brasil.
Descrever os pontos turísticos dessa cidade seria tolo demais, pois, os noticiários já mostram isso a todo o momento, mas… O lugar é legal? Sim. E muito.
Além dos diversos lugares divulgados (Explanada dos Ministérios, Palácio do Planalto, Lago Paranoá, etc.) tem muitas outras coisas que só estando lá para se ver, sentir como é.
A cidade é projetada e planejada, o estilo das construções, pensadas numa forma para que as pessoas tenham uma boa qualidade de vida. Só não conseguia encontrar os endereços, pois, as ruas não têm nomes, mas sim códigos, siglas, tudo para atrapalhar a vida dos desavisados, confundindo até quem é de lá.
Recomendo o Memorial JK, Panteão da Pátria, Catedral Nossa Senhora Aparecida, Parque da Cidade, Torre de TV, e outros mais.

Mas… Não parei por aí, e, como disse, essa foi outra viagem, e novamente, de volta, sim, voltei a…
Macapá
Preciso dizer mais algo? Sim! O que não fiz na primeira viagem fiz nessa, que foi comer a comida típica da região, que é o tacacá. Um alimento que levanta defunto, e é muito saborosa, e que na verdade, não se come, se toma.

Voltei pra essa cidade também para ir onde não fui da outra vez, que é para…
Oiapoque

Quase o extremo mais ao norte do Brasil (Monte Caburaí é o ponto mais ao norte), um lugar que pude sentir uma paz, olhando o território estrangeiro de Guiana Francesa, separado pelo Rio Oiapoque, onde há uma orla simples, mas para se ficar horas admirando a paisagem até o por do sol, que lá oferece um belo espetáculo. Só estando lá para sentir isso. Mas o meu destino final foi…
Saint-Georges de L’Oyapock

Pisei em território francês, na Guiana Francesa, com meu passaporte, é claro, e pude conhecer um pedaço da França colado ao Brasil. Isso é possível pegando uma catraia (a um custo de R$ 15,00 em novembro de 2016). Tem muitos brasileiros por lá, e comércio brasileiro. O idioma ajuda para os aventureiros que forem conhecer o lugar. Quem vai pra lá se espanta com a ponte ligando os dois países, e que por burocracia sabe lá da onde (Brasil) não concluem o acesso.
A viagem Macapá – Oiapoque – Macapá
Essa é uma informação útil para quem quer se aventurar pela região. Ajudarei com umas dicas:
Passagem (em novembro de 2016, custando R$ 115,00) pelas empresas Amazontur (96) 3521-2581, e Santanense (96) 3521-2225. É recomendável fazer reserva das passagens bem antes.
Essa viagem foi de desligar minha mente desse mundo, observando durante a noite o máximo de estrelas, enquanto o céu estava limpo, sem a fumaça das queimadas constantes na região, e durante o dia pude observar o trecho de terra da estrada por onde passei, as pontes ameaçadoras sobre belos rios, os povos indígenas em suas reservas, a rotina de um povo que vive na floresta, no meio de um caminho conhecido por poucos, num Brasil desconhecido por muitos.

