Não. Não é a história de um ex-presidente responsável pelo atraso de um país. A história que estou imaginando aqui é um possibilidade de serem criados novos episódios do Chaves (El Chavo del Ocho), com os mesmos personagens e dublagens familiarizadas, ao mesmo estilo e simplicidade visual, mas com uma tecnologia muito avançada por trás, fazendo com que nem mesmo os atores, finados ou não, percebam a diferença. A produção desses novos trabalhos seriam provavelmente menos custosos comparados aos produzidos nos anos 70, olha que o Roberto Gomez Bolaños (*1929 ~ +2014) tinha poucos recursos financeiros para fazer o seriado, o que vemos nas montagens dos cenários. Essa nova produção no futuro poderia ser tudo virtual, com vozes originais e as dublagens, cenários, personagens virtualizados, além de histórias com assuntos atuais (imagina o Professor Girafales comentando os erros gramaticais da Chiquinha no Facebook dela, o Nhonho pedindo o WhatsApp do Chaves, e o Seu Madruga reclamando com o Seu Barriga o aumento do aluguel só por causa da implantação da internet WiFi na vila, etc. E, para testar a qualidade dessa tecnologia, poderiam comparar um episódio antigo original recriando uma mesma história para ser percebida a diferença. A possibilidade para que tudo isso aconteça pode estar sendo desenvolvida pela empresa iQIYI (www.iqiyi.com), produtora audiovisual da China, uma versão melhorada do YouTube/Netflix por lá, que trabalha na criação de vídeos utilizando-se de recursos contendo Inteligência Artificial combinados com Realidade Virtual. Pode ser até que essa tecnologia já exista, mas não foi divulgada ainda, portanto, a esperança de que se recriem episódios inéditos de Chaves poderia se tornar realidade em breve, e essa empresa está trabalhando pesado com recursos audiovisuais: www.iqiyi.com/common/20190722/ed9a08130ed08de2.html. Precisaríamos somente de alguém interessado no desenvolvimento dessas novas histórias, com custos reduzidos e também a possibilidade de adquirir recursos via “crowdfunding” apoiados pelos amantes de Chespirito, enfim, não há limites para imaginação.
Também há a possibilidade de se fazer um holograma dos personagens, utilizando tecnologia já existente, mas, em se tratando de programas televisivos imagino que a virtualização se tornaria mais viável.
Pude ter essa ideia lendo esta notícia e viajando nos meus pensamentos:
http://startupi.com.br/2019/07/por-que-9-dias-na-china-me-deixaram-apavorado
