Viagem para Franca

É até estranho comentar somente agora sobre minha viagem a Franca, pois, fiz outras viagens após essa, mas estaria subestimando a importância, e também o quão legal que foi passar um final de semana prolongado lá.

Pois bem, fui a Franca, conhecer mais uma região diferente do Estado de São Paulo. É a cidade grande mais próxima da Serra da Canastra, em Minas Gerais, mas não fui para essa Serra. Ficará para uma próxima oportunidade. Nem por isso deixei de ir para Minas, que é o que vou comentar aqui.

Franca é conhecida por ser a Capital dos Calçados. Eu só tenho dois pés e alguns calçados, portanto, não foi esse o meu interesse no local. O clima de lá estava chuvoso, fica em uma região de morros, a altitude lá fica próxima dos 1000m acima do nível do mar, etc. Mas não são essas informações que interessam, sendo possível adiquirí-las na internet. Fui para conhecer a qualidade de vida, e o que há por lá, como vivem os habitantes, os cuidados das construções. Mas não há muito o que se fazer, além de ir a um shopping, ou caminhar pelas ruas. É uma cidade tranquila, com um bom padrão de vida, e bem cuidada.

Uma curiosidade quando fui é que toda hora chovia, e às vezes chuva pesada, mas passava rápido. Sempre tinha que buscar um abrigo nesses momentos, mas por causa dos cuidados com minha câmera fotográfica.

Não sei se há atrativos naturais, mas, o que vi foi uma pequena cachoeira bem no meio da cidade. Mas a água é imprópria para o banho.

Cachoeira de esgoto

Em Franca passava um ramal da Estrada de Ferro Mogiana, logicamente desativada há anos…

Aproveitando a proximidade de Minas Gerais, escolhi uma cidade para visitar, e decidi ir para Cássia, mesmo sem nunca ter ouvido algum comentário sobre esse lugar. Mas gostei de lá, por ser uma cidade pequena, arrumada, tranquila e agradável. Fiz pouca coisa, pois, dependia de ônibus para ir e voltar de lá.

Cássia – MG

A escolha de passar o final de semana prolongado em Franca foi mais um sucesso da minha parte. Fui curtindo cada momento de tranquilidade, aproveitando desde a viagem até os almoços, momentos de descanso, etc.

Um momento de chuva

Foi proveitoso sair da capital de São Paulo para curtir uns dias no interior, em um lugar diferente.

Viagem ao Matto Grosso

Não basta um Mato Grosso no Brasil que criaram outro, o do Sul, só para confundir onde ficam as capitais, qual é qual, onde é Cuiabá, e onde é Campo Grande… Pra entender melhor geografia só viajando, e isso que fiz.

Não está errado o modo que escrevi o título desta postagem. Apenas é o nome antigo, e quando tudo era um estado só, há muitos anos.

Campo Grande – primeira capital a conhecer

Ao sair do aeroporto, quase de madrugada, fazendo o caminho para o hotel, admirei a paisagem urbana bem arrumada da cidade, planejada e bonita, com praças e locais para fazer uma caminhada. Também tem uma ampla área militar, com quartéis do Exército, e suas áreas residenciais

. Fiquei hospedado muito próximo à antiga estação de trem da Noroeste do Brasil, o que fez me lembrar da viagem a Bauru, ponto da mesma ferrovia. Foi uma surpresa para mim, pois, da onde estava tinha uma vista privilegiada da estrada de ferro inexistente, seu leito transformado em praça de lazer. Até que bem conservada e bonita. O local da estação é um centro de eventos, e no dia tinha um sobre comida japonesa, para o meu agrado.

Na cidade, em meus passeios a pé, conheci alguns lugares interessantes (Orla Morena, Praça das Araras, Parque das Nações Indígenas, etc.).

Parque das Nações Indígenas
Praça das Araras

Sobre as araras, aparecem em todos os cantos, e, quando menos espera, uma passa perto voando. Repará-las cavocando tronco de árvore é normal, pois estão fazendo ninhos.

Arara voadora

Fiquei contente por conhecer essa capital. Um lugar muito agradável, e até o clima ajudou. Aí chegou a hora de conhecer outro lugar…

Cuiabá – segunda capital a conhecer

A cidade, o estado, tudo em volta estava em chamas. Fogo até no aeroporto. O calor do inferno é produzido lá, ou a versão mais quente. Até o sorvete é quente…

Recomendação para quem andar por lá é sempre beber água, suco, cerveja, chopp, etc. Mas o tempo todo! O ar, no período, é muito seco, e a fumaça das queimadas complicam ainda mais. Mas… Apesar de tudo isso, a cidade é muito boa também!

Conhecer a obra do VLT (que será usado na Copa do Mundo, e será muito útil para quem sair do aeroporto para o centro de Cuiabá, pois o aeroporto fica em Várzea Grande) foi uma das visões que tive de uma cidade progredindo. (Acho que a Copa já passou…)

Essa capital é mais velha, diferente da anterior, mas não menos importante e interessante. Para quem não sabe o Centro Geodésico da América do Sul fica lá.

Centro Geodésico

Há o Parque Mãe Bonifácia, onde a temperatura em seu interior é menos infernal comparada com os arredores. Para quem se interessar pode ver também a Arena Pantanal e o Aquário Municipal, com amostra de alguns peixes da região.

Parque Mãe Bonifácia

Também gostei dessa capital, diferente, interessante, e agradável de se ver, mesmo com um calor de cozinhar o espírito. (As sorveterias deram um ânimo aos meus dias.)

Nessas duas capitais pude ver como é o progresso na região Centro Oeste do Brasil. Há muita riqueza para quem quer trabalhar e estudar. As cidades são boas, e sempre em evolução, progredindo, e com qualidade de vida muito boa, e com a realidade muito diferente das grandes capitais brasileiras. Gostei de mais essa experiência.

Viagem para Ilha do Cardoso, via Registro

Fim de semana prolongado, mais um feriadão, e a vontade de sair de Sampa, pegar a estrada para qualquer lugar agradável. O destino tinha que ser mesmo um lugar que gosto de ir sempre que posso, que é o Vale do Ribeira.

Escolhi Registro para ficar, mas, sabendo que lá tem pouca coisa para se fazer, decidi fazer um plano de passeio pela região, viajando pelas cidades ao redor.

Cananeia

Enfim, novamente lá. Uma cidade que é arrumada, calma, bonita, e tem muitos atrativos naturais, mas o principal é a Ilha do Cardoso, passando pelo mar onde há golfinhos.

O preço da viagem de barco entre Cananeia e a Ilha foi R$ 30,00. Procure informações ao chegar lá.

Pelo caminho, além da paisagem, daquelas que fazem esquecer a vida, há os golfinhos que ficam pentelhando ao lado do barco. Foi difícil fotografá-los.

Na Ilha não há muito o que fazer sem um guia. Recomendo uma trilha onde pode se ver uma base de pesquisas e estudos. Aí vai algo preocupante: o lugar está quase abandonado. Por enquanto está conservado.

Nesse lugar também tem um museu com alguns esqueletos e animais taxidermizados. Para fazer esse passeio é necessário um guia da região. O custo foi de R$ 5,00.

No passeio também pode se ver alguns rios, mangue, caranguejos, mutucas, cobra, e ao longe os morros.

Há um restaurante onde se paga R$ 15,00 para comer alguma coisa, por exemplo os saborosos golfinhos da região.

Mas, do resto, o que se tem para fazer por lá é esquecer de tudo e pensar só em curtir a natureza.

E a viagem não parou por aí…

Fui para Ilha Comprida e Iguape, aproveitando a proximidade, e também para matar a saudade!

 

Um Apelo…

Espero que quem ler esse texto pense em ir a Cananeia, e faça um esforço para ir até a Ilha do Cardoso. Divulguem o pedido de socorro desse lugar, pois, tem poucos guardas, poucos policiais, a área é muito grande, estão saqueando, destruindo.

Mais uma coisa é que, quem for para lá cuide, preserve, leve de volta o lixo gerado, só tire de lá fotografias. E recomendo mais ainda que levem crianças para que aprendam a ter consciência sobre preservar o meio ambiente.

 

Muito grato pela leitura!

P.S.: os saborosos golfinhos não podem ser comidos!!! 😛

Jardim Botânico e Parque da Cantareira

Quando eu era criança achava o máximo ir ao Parque do Ibirapuera, conhecia alguns outros lugares como o Bosque do Morumbi e o Burle Marx. Mal sabia eu que São Paulo tem muito mais parques espalhados, e alguns deles escondidos.

Passeando pelas ruas encontro um e outro lugar bem arborizado, por exemplo o Parque Trianon, mas não estou em todos os cantos da cidade para descobrir o que tem. Após assistir ao programa Repórter Eco, da TV Cultura, fiquei por dentro de alguns lugares interessantes e curiosos, ligados à natureza, e aí entram os lugares que conheci recentemente:

Jardim Botânico – eu nem sabia da existência até pouco tempo atrás, mas eu já conheço o zoológico ao lado. É um lugar tranquilo, bem movimentado, logicamente com bastante árvores e um lago, além de ter uma nascente, por uma trilha é possível chegar até ela. Há um museu com amostras de madeiras e outros derivados naturais, e um imenso gramado. Muito bom para se passar umas horas. O acesso a este lugar é pago. Para quem depende do transporte público ir até lá fica um pouco sofrível. Ônibus, principalmente aos domingos, quase que não passam, ou demoram muito, além de ter poucas opções.

Jardim Botânico

Parque da Cantareira – só ouvia falar dele, e eu imaginava que o acesso era muito complicado até descobrir onde fica a entrada, que é bem ao lado do Horto Florestal, lugar que comentarei futuramente. Ultimamente as atenções estão voltadas para lá por causa da falta d’água, e boa parte de São Paulo é abastecida pela água daquela região. Este parque tem algumas trilhas, mas o mais comentado é uma pedra, que é um mirante, onde tem uma vista privilegiada da Capital, podendo se ver até a Serra do Mar ao fundo. Quem gosta de andar vai se deliciar, e esquecer a vida lá dentro. Há também nascente, lago, macacos, beija-flores, aranhas, e uma variedade de borboletas. O acesso também é pago. Para chegar até lá é fácil, mas é preciso ter paciência se for via transporte público. Recomendo que, ao visitar o lugar, levem algo para comer e beber, pois, há muito para se caminhar por lá, e a fome vai apertar!

Parque Estadual da Cantareira

Esses dois lugares, somados a outros que já fui, e até comentei aqui no “blog”, são pontos brigatórios para levar crianças, para que aprendam desde cedo a cuidar, conhecer, e ter consciência sobre a importância da natureza.

Agora tenho que organizar a lista de lugares para visitar, quanto mais conheço mais opções aparecem! 😉

Viagem ao fim do Estado de São Paulo: Rosana (Primavera)

Gosto de viajar para lugares cada vez mais longe, curto viagens demoradas, caminhos longos, sem preocupação de quando vou chegar, mas ansioso em saber como é o destino, caso não conheça. Viajar de ônibus para Rosana (Primavera) é uma forma de esquecer parte da vida na estrada…

Rosana (Primavera) é uma cidade bem tranquila, mas tem pouco para se fazer, exceto para quem tem carro ou barco. Rosana fica próximo ao Paraná e Mato Grosso do Sul, na fronteira dos três estados, mas só quem tem barco consegue chegar no meio dessa junção.

O deslocamento entre as cidades em volta é feita somente de carro. O transporte público de lá é péssimo, e quem precisa ir de um bairro para outro lá, sem veículo próprio, vai ter que pedir carona na estrada.

Há uma praia nas margens do Rio Paraná. Pequena, mas o suficiente para passar o tempo sossegadamente. Mas a melhor parte de Rosana fica em Primavera: lugar onde os moradores falam que não pertence a Rosana.

Primavera é uma parte mais nova da cidade, até mais arrumada, e tem nada para fazer. Pelo menos o que salva lá é uma sorveteria e um “trailer” de lanches, que salva a vida dos mortos esfomiados na praça central.

Para quem quer esquecer das coisas da vida é um lugar fantástico para isso. Longe de tudo, mas com o suficiente para uma vida simples.

Aproveitei pouco por lá, mas não queria fazer muito, só descansar! 🙂