Saindo do mundo da desinformação

Lembro-me do tempo que interromper alguém assistindo ao noticiário das 8 horas da noite na televisão, ou qualquer outro “jornal”, incluindo o rádio, era motivo de briga em família.
A coisa mais importante do dia era começar à manhã a leitura do jornal de assinatura jogado durante à madrugada no quintal.

Estamos em 2019. Não precisamos mais disso para ficarmos desinformados durante a vida. Temos a internet com um monte de mídias para distorcer qualquer informação.

Agora, para quem procura a verdade, vai continuar procurando se não souber comparar o que lê, ou for igual a mim, um analfabeto funcional.

Para quem acompanha minhas postagens percebe que mal sei escrever (se não fosse a ajuda dos corretores ortográficos sequer escreveria), tampouco sei transmitir o que deveria. Mas o “blog” é meu e faço o que quiser dele.

Mas, o que estou querendo dizer com essa notícia da desinformação? Ultimamente surgiram mídias alternativas às comuns onde buscávamos informações. Nem preciso citá-las, comentar seus nomes, pois já possuem as suas famas.
Acontece que essas mídias alternativas quando entram em ação, mesmo que não concorde confronta as notícias vindas do mundo comum ao qual sempre fomos acostumados a viver.
Só descobri isso ao final de 2018, após um turbulento ano de eleições, como se nunca tivesse acontecido algo parecido com isso antigamente…

No ano de 1989 eu nem imaginaria, sendo criança, o quanto de manipulação que estava acontecendo quando um candidato estava ganhando pontos apenas por agradar a imprensa.
2018 ganhou um que não estava agradando a imprensa comum, além de muitas outras.

A partir daí busquei informações em meios alternativos, contando com a sorte de encontrar algo sério e verdadeiro, ou mais próximo da realidade.
Graças à internet podemos ver não só a notícia escrita, mas também a montada em vídeos (porque ler não é o meu forte também), feito por pessoas que há horas atrás nunca tinha ouvido falar, e hoje já sigo seus canais no YouTube.

Mesmo esses não sendo jornalistas, ou trabalhando em alguma imprensa, essas pessoas com seus canais transmitem informações úteis, importantes, interessantes, mesmo que eu não concorde ou acredite em muitas coisas que vejo, mas não são gente leigas, que passam conteúdo sem ter pesquisado minimamente uma fonte.

Os tempos mudaram de uma época que ficávamos esperando a notícia chegar até nós para um tempo em que temos que buscar essa informação, analisar, comentar, pesquisar e classificar se é verdade ou não. Mas, para isso precisamos conhecer pessoas de confiança, e grupos que procuram o mesmo ideal para que possamos nos contentar com aquilo que estamos nos informando. Caso vejamos algum boato, devemos ter a obrigação de expor a mentira para que não se alastre enganando mais pessoas, e ampliando cada vez mais essa sociedade tão crescente da desinformação.

Que a luz da verdade ilumine o caminho dos nossos conhecimentos!

Chaves do futuro

Não. Não é a história de um ex-presidente responsável pelo atraso de um país. A história que estou imaginando aqui é um possibilidade de serem criados novos episódios do Chaves (El Chavo del Ocho), com os mesmos personagens e dublagens familiarizadas, ao mesmo estilo e simplicidade visual, mas com uma tecnologia muito avançada por trás, fazendo com que nem mesmo os atores, finados ou não, percebam a diferença. A produção desses novos trabalhos seriam provavelmente menos custosos comparados aos produzidos nos anos 70, olha que o Roberto Gomez Bolaños (*1929 ~ +2014) tinha poucos recursos financeiros para fazer o seriado, o que vemos nas montagens dos cenários. Essa nova produção no futuro poderia ser tudo virtual, com vozes originais e as dublagens, cenários, personagens virtualizados, além de histórias com assuntos atuais (imagina o Professor Girafales comentando os erros gramaticais da Chiquinha no Facebook dela, o Nhonho pedindo o WhatsApp do Chaves, e o Seu Madruga reclamando com o Seu Barriga o aumento do aluguel só por causa da implantação da internet WiFi na vila, etc. E, para testar a qualidade dessa tecnologia, poderiam comparar um episódio antigo original recriando uma mesma história para ser percebida a diferença. A possibilidade para que tudo isso aconteça pode estar sendo desenvolvida pela empresa iQIYI (www.iqiyi.com), produtora audiovisual da China, uma versão melhorada do YouTube/Netflix por lá, que trabalha na criação de vídeos utilizando-se de recursos contendo Inteligência Artificial combinados com Realidade Virtual.  Pode ser até que essa tecnologia já exista, mas não foi divulgada ainda, portanto, a esperança de que se recriem episódios inéditos de Chaves poderia se tornar realidade em breve, e essa empresa está trabalhando pesado com recursos audiovisuais: www.iqiyi.com/common/20190722/ed9a08130ed08de2.html. Precisaríamos somente de alguém interessado no desenvolvimento dessas novas histórias, com custos reduzidos e também a possibilidade de adquirir recursos via “crowdfunding” apoiados pelos amantes de Chespirito, enfim, não há limites para imaginação.

Também há a possibilidade de se fazer um holograma dos personagens, utilizando tecnologia já existente, mas, em se tratando de programas televisivos imagino que a virtualização se tornaria mais viável.

Pude ter essa ideia lendo esta notícia e viajando nos meus pensamentos:
http://startupi.com.br/2019/07/por-que-9-dias-na-china-me-deixaram-apavorado

Palmas para Tocantins

No movimento para o desenvolvimento da região central do Brasil criaram alguns estados com algumas cidades planejadas, sendo uma delas Palmas.
Esta é a mais nova capital visitada recentemente por mim, sendo esta construída a partir e um projeto semelhante ao de Brasília, com ruas difíceis de serem encontradas caso você não tenha um GPS ou um entendimento prévio das localidades.
Uma cidade banhada pelo rio Tocantins, graças ao lago formado pela represa há algumas praias para o refresco dos visitantes.
Mas, parece que Palmas foi construída e deixada ao tempo, exceto algumas regiões onde estão construindo, reformando.
As ruas são largas e há muito espaço para expansão imobiliária, havendo bairros não muito distantes com bastante área para construção, ou seja, futuro promissor.
É uma cidade bonita, tranquila, exceto o trânsito bagunçado, e dificilmente você consegue alguma informação turística, mas quando consegue não ensinam como chegar utilizando transporte público.
O turismo lá é focado em Jalapão, como se não houvesse outros lugares para ir, por exemplo o distrito de Taquaraçu, que é um bairro afastado do centro.
A praça onde fica o Palácio do Governo (Praça dos Girassóis) é um dos pontos turísticos bem interessantes, com alguns monumentos simbólicos.

Taquaruçu

Este distrito é bem conhecido localmente por sua feirinha, cachoeiras, sendo uma delas a da Roncadeira, e uma tirolesa, que dizem ser a maior do norte do Brasil.

Praias de Palmas

Foram criadas algumas praias na orla do rio Tocantins, sendo que conheci duas delas (Graciosa e das Arnos), bem estruturadas até.

E o que se tem para fazer em Palmas? Se não for para fazer negócios, pois é uma capital bem estruturada para ser uma potência do interior do Brasil, é uma cidade para passar calor, e ver um por do sol que chama muito a atenção dos desavisado que passeiam pelas orlas ao final da tarde.

Porto Nacional

É uma cidade com imenso potencial, promissora, pois o a ferrovia Norte – Sul passa por lá, voltando a ter o progresso na região.
Historicamente Porto Nacional era uma cidade muito importante para Goiás, antes da divisão do estado, mas continua tendo a sua importância por causa da rota ferroviária.

Sempre digo isso nas minhas viagens e esta não seria diferente: gostei muito de ter escolhido Palmas e região para conhecer, mesmo por pouco tempo, mas pude ver que cada parte do país tem seu potencial, e Tocantins é sem dúvida um estado interessante para se investir e progredir.

Marília & Tupã

Num trabalho de levantamento de qualidade de vida nas cidades do interior de São Paulo, após muitos estudos estratégicos de quais cidades próximas poderiam ser visitadas saindo de ônibus de Botucatu escolhi Marília, por ser muito comentada, e Tupã, imaginando uma cidade pacata e sossegada.

Marília

Chegando nessa cidade, sob neblina em pleno meio da tarde, já ouvindo de seus cidadãos que é a “cidade cheirosa”, por suas fábricas de alimentos extremamente saudáveis:

Marilan – com suas bolachas pouco calóricas;
Nestlé – que também produz comestíveis por lá;
Dori – com balas e doces ótimos para preservação dos dentes e saúde dos diabéticos;
Etc.

A importância de Marília é desconhecida por muitas pessoas. Empresas como Bradesco, TAM -(LATAM), Droga Raia e Tauste foram fundadas lá.
É a principal cidade da região, sendo o centro de estudos para muita gente, pois há várias faculdades de grande porte.
No pouco tempo que estive por lá percebi que é bem arrumada, desenvolvida, mas foi frustrante ver ferrovia de bitola métrica desativada, que é a mesma linha liga Tupã, meu destino seguinte.

Visão pro abismo

Tupã

Deus Trovão para os índios, cidade que me espantou ao ver o grande movimento que tem durante um domingo. Pensava que ficaria sossegado, dormindo, só esperando o tempo passar, mas nada disso! Fui passear, com isso descobri que o povo de lá tem dinheiro.
Muitas casas boas, grandes, ruas largas em muitos lugares, e até que bem arrumadas, um calor que deixavam os moradores todos nas ruas passeando à noite. Descobri por lá que o dinheiro vem do amendoim, da produção, exportação, e seus derivados. O comércio também é forte, sendo um centro de compras para as cidades próximas.

Muitas pessoas procuram cidades famosas para passear, ou vão pra praia, o que é mais comum, mas há muitos lugares interessantes e pouco divulgados. Tupã é um lugar no meio de muita prosperidade, de uma região do Estado de São Paulo muito próspera. Superou minhas expectativas, principalmente em encontrar comércios abertos domingo à tarde e à noite, o que eu precisava para saciar várias vezes a minha sede.

Ferrovia abandonada

Teresina: destino para viajantes descobridores

A diferença entre um viajante normal e um descobridor é o destino escolhido. Teresina, capital do Piauí, não é muito comentado pelas pessoas, tampouco escolhido como destino de viagem de férias, portanto, foi pra lá que fui.

Há muito anos procurava informações da cidade, o que tem pra fazer e ver, e o curioso metrô, que também é chamado de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que é uma aventura a parte.

Após vários anos, graças a uma promoção de passagem aérea, pude fazer essa viagem. Mas, o que havia pra fazer?
A cidade é bem quente, com parques, áreas de lazer, empresas e comércios, e um potencial para ser uma das melhores em qualidade de vida, e para isso vai depender muito da educação da população junto com a competência dos governantes. É também uma cidade bela, verde, tendo muitos lugares arrumados. Fiquei espantado com o esforço da cidade para ser atraente turisticamente, com um observatório na ponte sobre o Rio Poti, que se assemelha ao observatório na torre da Oi em Curitiba.
Nas orlas desse rio possui um calçadão, junto a uma mata ciliar bem preservada, mas… Volto ao assunto após uma explicação sobre o lugar.

Algo que me espantei foi o esgoto a céu aberto em muitas ruas, além do medo da população. Muitos comentários das pessoas nas ruas, pousada, comércio, parques, sobre assaltos e violência. O resultado disso foi que pouca gente andava no final da tarde nos calçadões e áreas de lazer. Somente no Parque da Cidadania, onde haviam várias viaturas da Guarda Municipal, estava bem movimentado até o início da noite. Durante toda a minha estadia foi tudo tranquilo.

O Metrô de Teresina

Um trem velho, movido a diesel, que sai do centro e passa por alguns bairros, servindo à população como meio alternativo de transporte, com passagem custando, em agosto de 2018, apenas R$ 0,80, contra os R$ 3,60 dos ônibus. O passeio possui algumas paisagens interessantes, além de ser um veículo muito curioso. Tem uma opção com ar-condicionado, o qual não fui.

Do resto, a cidade tem alguns parques, um zoológico que precisa de uns cuidados, mas que é bem grande, e um mirante para observar os encontros dos rios Poti e Parnaíba.

Teresina é uma capital que faz divisa com a cidade de Timon, no Maranhão. Basta atravessar a ponte sobre o Rio Parnaíba e já mudou de cidade e estado.

Observando do alto a cidade é bem arborizada, e bem plana, o que facilita para andar de bicicleta.

Terei em mente boas lembranças dessa viagem, e também desejo que a cidade evolua, que continuem os esforços para deixarem cada vez mais bonita, e principalmente, segura.