Recife e arredores, com Caruaru

A fim de conhecer mais uma capital brasileira, e muito motivado pelo maracatu, decidi por Recife, passando por algumas cidades próximas, obviamente Olinda, Igarassu, e Ilha de Itamaracá, sendo esta última uma ótima descoberta fora do planejamento principal. E passei um dia em Caruaru, terra do forró.
Parece até que só descubro lugares bons, viajo para lugares fantásticos e tudo mais. Quem acompanha minhas postagens percebe isso. Essa útima viagem foi a mesma coisa.

Recife

Estive em duas regiões diferentes, parecendo até duas cidades distintas. Na região próxima ao centro velho há muitos museus, centro cultural, e, olhando os detalhes, algo que lembra maracatu.
Aos domingos, no Marco Zero e arredores, final da tarde, este é o momento para ver toneladas de maracatu, e outras atividades culturais ao ar livre. É um momento e local para viver a vida!
Uma outra região, mais moderna, é Boa Viagem, com muitas facilidades comerciais, e também onde tem a praia, mas, caminhar pela calçada da orla, principalmente à noite, é ótimo para tirar as minhocas da cabeça, alem de exercitar as pernas.

Igarassu

É só uma cidade, com construções antigas muito interessantes no centro histórico.

Ilha de Itamaracá

Próxima a Igarassu, é um lugar para descansar, e visitar o Forte Orange, e descobrir as suas origens.

Olinda

Um centro histórico que nos faz voltar ao tempo, e com belas paisagens, tanto do alto quanto da orla.

Caruaru

Esta decisão foi só para ter a curiosidade de viajar para o interior de Pernambuco. Após anos vendo que há muito sofrimento da população nordestina, hoje tenho outra visão, mesmo não sendo por completa, após conhecer essa cidade maravilhosa do agreste pernambucano.
É considerada a terra do forró, mas, é uma cidade nova, comparada às grandes cidades paulistas. Dá orgulho de ver um lugar que melhorou e evoluiu por causa da educação, que é o que o povo mais precisa lá.

 

Uma viagem dessas quando termina causa uma alegria, pois, volto para casa sabendo que existem muitos lugares bons no Brasil. Posso escolher qualquer lugar que sempre encontrarei algo diferente e bom.

E, para quem for a Pernambuco, favor comer bolo de rolo.

Os bombons se vão

Em postagens anteriores informei sobre a quantidade de bombons, peso, marcas, contida em caixas, comparando os fabricantes, também informando o peso da embalagem pela soma dos produtos internos. Agora a decepção é outra.

A quantidade reduziu, com isso o peso também, e o preço elevou, e muito, mas, numa “promoção” aproveitei a oportunidade para comprar uma caixa de bombons da Garoto, que no passado chegou a ter 500g, mais recentemente 400g, reduzindo até chegar aos 300g.

Lado positivo: comemos menos, engordamos menos. Lado negativo: pagamos mais, comemos menos, e engordamos do mesmo jeito!

Caixas de bombons: o que poucos sabem

Há anos venho acompanhando a evolução dos preços dos produtos, e focando nas caixas de bombons, vejo um retrocesso no peso, qualidade, quantidade.
Agora, fica uma pergunta: será que fazem isso para poderem relançar os produtos numa série limitada especial com o preço absurdamente maior?

E o sabor então…
Quem repara no gosto sabe do que estou comentando, pois até os ingredientes utilizados para produção estão decaindo em qualidade.

Fiz uma tabela contendo o resultado do que vi em algumas caixas de bombons de três marcas diferentes. Veja o resultado abaixo:

Tabela de bombons

De volta aos trilhos

Numa conversa de bar, comentando sobre o que cada um gosta de fazer, eu simplesmente digo: andar de trem.
Pois é, todos os dias ando, mas não digo o trem comum, de subúrbio, digo o trem turístico, passeio diferenciado, e que há tempos não fazia, e nos últimos meses tive a oportunidade de voltar a fazer dois passeios diferentes.

EFCJ

Há aproximadamente dez anos pensei em fazer um passeio de litorina pela Estrada de Ferro Campos do Jordão. O tempo passou, as coisas foram mudando na minha vida, menos os meus sonhos. Realizei minha vontade fazendo esse passeio, e que poucas pessoas conhecem, talvez por ser pouco divulgado.

Minha estratégia foi ficar hospedado em Pindamonhangaba, aproveitando-me da cidade tranquila e simples, mas com alguns lugares interessantes para comer.

No dia do passeio, uma manhã chuvosa, subi a Serra da Mantiqueira sob neblina, impossibilitando a visão de boa parte do trajeto, e parei num mirante para ver quase nada. Este lugar é a estação Eugênio Lefévre. Mas é um lugar muito bom.

Estação Eugênio Lefévre

Chegando em Campos do Jordão, um frio de quase verão, e eu sem blusa, congelando, mas, não sou poste pra ficar parado, não parei quieto, e me aqueci caminhando pela cidade.

Dentre várias coisas para se fazer em Campos tem um teleférico que sobe o Morro do Elefante, além de uma exposição sobre elefantes no lugar. Entrada gratuita. Vale a pena ver.

Morro do Elefante

Voltando de trem para Pinda, o sono batendo, e mais um passeio diferente concluído. Para quem quiser fazer recomendo que compre a passagem de ida e volta, pois, o valor fica menor.

Esse passeio começa na estação de Pindamonhangaba, ocorre todas às sextas-feiras, maiores informações em www.efcj.sp.gov.br só para garantir. É possível fazer a reserva de passagem, pelo menos dez dias antes, por telefone.

 

Trem da Serra da Mantiqueira

Na mesma serra, mas não o mesmo trem. E nada a ver a ferrovia também, nem seu propósito. Pois é… Estou novamente n’outra estrada de ferro para fazer um passeio tracionado por uma locomotiva a vapor. E isso foi realizado em Passa Quatro – MG. Maiores informações em www.abottc.com.br.

Procuro sempre uma cidade sossegada para passar o ano novo, mas procuro ter o que fazer nesse lugar. O trem turístico em P4 foi a escolha da vez.

Trem na Estação P4

Descobri que na mesma ferrovia que passa o trem em São Lourenço tem outro que vai até a divisa com o Estado de São Paulo, chegando a um ponto onde tem muita história para ser contada…

Enfim, fiz o passeio, com a vaporosa levando-me até a um túnel que separa SP – MG. Local da batalha de 1932. Ponto crucial da guerra.

A paisagem rural do caminho da roça encanta quem gosta de simplicidade e beleza da natureza. Pode-se apreciar a vista de alguns rios, e observar o morro da Serra da Mantiqueira.

Pelo caminho pessoas acenam ao ver o belo trem trafegando pelos lugarejos. Olhares curiosos observando desde perto ao longe um trem antigo, turístico, e lotado, sumindo pelas curvas de seu trajeto.

 

A viagem nunca termina

Estou aqui, de volta, para contar sobre uma viagem que foram duas, e outras mais.

Sempre fui curioso para conhecer os países mais exóticos, e a Guiana Francesa (Guyane Française), por mais que tenha pouco do seu potencial turístico divulgado, era um destino da minha lista. Era, porque eu já fui! Até aí uma longa história que vou contar resumida aqui…

Fiz um plano para viajar em agosto de 2016 para Belém, com passagem por Macapá, e quem sabe alcançar esse outro território estrangeiro, que é a cidade de Saint-Georges de L’Oyapock. Então, fiz o meu passo-a-passo.

Agosto de 2016

Belém

Uma cidade grande da região amazônica, com muitos pontos turísticos para se visitar (museus, teatros, parques, etc.) além da estrutura urbana que muitos desconhecem.

Às margens do Rio Amazonas, Belém tem uma orla onde ficam alguns cartões postais da cidade, que são o mercado Ver-o-Peso, Forte do Presépio, Casa das Onze Janelas (tem mais, só que contam somente as da frente, na parte de cima, é sério), Museu Emílio Goeldi, Bosque Rodrigues Alves (Jardim Zoobotânico, com um peixe-boi em um tanque), Teatro da Paz (concorrente do Teatro Amazonas), e tantos outros lugares agradáveis para ir e passear.

Meu tempo foi curto na cidade, tinha um desafio de conhecer uma outra capital brasileira.

Macapá

Já gostei da cidade nos primeiros passos, nas primeiras ruas e avenidas. Senti-me bem por lá nos primeiros minutos, nas primeiras horas. O que tem pra fazer por lá?

Mais uma vez, ás margens do Rio Amazonas, Macapá tem uma orla onde fica O Cartão Postal da Cidade, que é a Fortaleza de São José de Macapá, e que os moradores, visitantes, enfim, todo mundo que quer um lugar agradável para passar o final da tarde vão até lá, e ficam até à noite, andando em volta, dentro, em cima, tirando fotografias, etc. Além de tudo isso, há um museu interno, de acesso gratuito. Interessante saber nossos meios de defesa do Brasil de antigamente.

Também tem a orla do Rio Amazonas, onde podemos admirar o vento agitando suas águas, que vão subindo a ponto de molhar as pessoas que passam por perto. Uma diversão ímpar, um espetáculo da natureza.

Há também o Museu Sacaca, com algumas coisas da região. Algo que desperta a curiosidade do Brasil, que é o Marco Zero, onde passa a Linha do Equador, ou seja, lá é o Meio do Mundo, tendo também um museu, aberto à visitação, e próximo dali há o estádio chamado Zerão, pois a linha do meio de campo significa a divisão dos hemisférios do planeta.

Vi tudo isso, mas não fiz ainda o que queria, e que só aconteceria numa outra viagem…


 

Novembro de 2016

Brasília

Agora sim, pela primeira vez, andando pelas ruas e avenidas da Capital do Brasil.

Descrever os pontos turísticos dessa cidade seria tolo demais, pois, os noticiários já mostram isso a todo o momento, mas… O lugar é legal? Sim. E muito.

Além dos diversos lugares divulgados (Explanada dos Ministérios, Palácio do Planalto, Lago Paranoá, etc.) tem muitas outras coisas que só estando lá para se ver, sentir como é.

A cidade é projetada e planejada, o estilo das construções, pensadas numa forma para que as pessoas tenham uma boa qualidade de vida. Só não conseguia encontrar os endereços, pois, as ruas não têm nomes, mas sim códigos, siglas, tudo para atrapalhar a vida dos desavisados, confundindo até quem é de lá.

Recomendo o Memorial JK, Panteão da Pátria, Catedral Nossa Senhora Aparecida, Parque da Cidade, Torre de TV, e outros mais.

Mas… Não parei por aí, e, como disse, essa foi outra viagem, e novamente, de volta, sim, voltei a…

Macapá

Preciso dizer mais algo? Sim! O que não fiz na primeira viagem fiz nessa, que foi comer a comida típica da região, que é o tacacá. Um alimento que levanta defunto, e é muito saborosa, e que na verdade, não se come, se toma.

Voltei pra essa cidade também para ir onde não fui da outra vez, que é para…

Oiapoque

Quase o extremo mais ao norte do Brasil (Monte Caburaí é o ponto mais ao norte), um lugar que pude sentir uma paz, olhando o território estrangeiro de Guiana Francesa, separado pelo Rio Oiapoque, onde há uma orla simples, mas para se ficar horas admirando a paisagem até o por do sol, que lá oferece um belo espetáculo. Só estando lá para sentir isso. Mas o meu destino final foi…

Saint-Georges de L’Oyapock

Pisei em território francês, na Guiana Francesa, com meu passaporte, é claro, e pude conhecer um pedaço da França colado ao Brasil. Isso é possível pegando uma catraia (a um custo de R$ 15,00 em novembro de 2016). Tem muitos brasileiros por lá, e comércio brasileiro. O idioma ajuda para os aventureiros que forem conhecer o lugar. Quem vai pra lá se espanta com a ponte ligando os dois países, e que por burocracia sabe lá da onde (Brasil) não concluem o acesso.

 

A viagem Macapá – Oiapoque – Macapá

Essa é uma informação útil para quem quer se aventurar pela região. Ajudarei com umas dicas:

Passagem (em novembro de 2016, custando R$ 115,00) pelas empresas Amazontur (96) 3521-2581, e Santanense (96) 3521-2225. É recomendável fazer reserva das passagens bem antes.

Essa viagem foi de desligar minha mente desse mundo, observando durante a noite o máximo de estrelas, enquanto o céu estava limpo, sem a fumaça das queimadas constantes na região, e durante o dia pude observar o trecho de terra da estrada por onde passei, as pontes ameaçadoras sobre belos rios, os povos indígenas em suas reservas, a rotina de um povo que vive na floresta, no meio de um caminho conhecido por poucos, num Brasil desconhecido por muitos.

BR 156